Entre o grátis e o livre.
2 06 2007Conheço muitas pessoas que criticam o Linux e os softwares livres em geral, questionam como algo “gratuito” pode ser confiável. No entanto vejo essas mesmas pessoas passarem horas na internet procurando softwares “freeware” para fazer aquela função que determinado programa faz , porém, é pago.
Esse post não é uma crítica, é apenas um chamado às pessoas que se encontram nessa situação. Convido todos estes a conhecer os softwares livres, incluindo aí o Linux e tantos outros. Experimentem, perguntem, colaborem, aí vocês poderão saber a grande diferença entre um software proprietário “freeware” e um software verdadeiramente livre. É uma diferença que só será percebida no momento em que você começar a utilizar.
Embora eu já tenha colocado em um post anteriormente, somente utilizando um software livre no dia a dia o usuário poderá saber o que ele representa e como pode beneficiá-lo (indo muito além do preço).
é importante deixar claro que livre nao quer dizer necessariamente gratis
pq pode acabar custando mais caro que proprietario
vc pode baixar um free e ficar horas para faze-lo funcionar
ou contratar alguem pra isso
precisa existir uma melhor explicação para perguntas como “e como ganhar dinheiro com sw livre?”, pois até mesmo desenvolvedores não sabem (assim como eu nao sei ao certo ao ponto de convencer alguem) e acabam achando td mto bonito na teoria, mas que não funciona na prática
Ganhar dinheiro é um efeito da qualidade do seu trabalho.
Ao contrário do software proprietário, o software livre permite que você pague a quem faça o melhor trabalho em adaptar o software para a sua necessidade.
Software é um produto muito diferente de algo que você compra num supermercado. Como o nome já diz, software é algo maleável (soft), que pode, e necessita, ser alterado, e é isso que falta o mercado compreender. Soluções genéricas prontas em software são uma bela ilusão que vem sendo vendida pelo sistema proprietário e usado (de má fé, devo dizer), para prender os usuários.
O software tem a necessidade inerente de ser adaptado, tanto ao longo do tempo, quanto para se adequar a alguma função e/ou cliente em específico. É uma necessidade constante.
O software proprietário explora isso prendendo o usuário no interminável ciclo iterativo de adaptação, subvertendo a ordem de mercado normal (em que é o cliente que escolhe seu fornecedor de serviços), exatamente por não permitir ninguém além do criador controlar a alteração.
Já o software livre significa a liberdade do cliente escolher o fornecedor que ofereça o melhor serviço, independente do software que estiver utilizando. O cliente pode contratar o fornecedor que achar melhor, sem abandonar sua plataforma de software.
Você pode pensar: ‘mas no sistema proprietário eu também posso escolher e mudar de fornecedor quando quiser!’ Mas não sem ter que abandonar toda a plataforma já adotada. O software e o serviço estão completamente atrelados no sistema proprietário, e como vimos muitas, se o fornecedor do nosso software vai à falência, ou desiste de certa linha de produto, o cliente fica sem opções, totalmente à mercê do fornecedor.
Talvez esteja ensinando padre a rezar missa aqui
mas vejo que quando falo com outras pessoas, que não entendem como software funciona, é importante mostrar que software não é produto de caixinha pronto, como as empresas proprietárias querem que elas acreditem.
bons pontos e já concordava com mto deles.
talvez o problema esteja no consumidor, que prefere a caixinha com tudo pronto. oq realmente é um problema…